segunda-feira, 21 de março de 2011

Comunicado JS de Fornos de Algodres

O Secretariado da Juventude Socialista de Fornos de Algodres presta os seguintes esclarecimentos:


1 – O Secretariado da JS de Fornos de Algodres congratula-se com o facto da Conferência subordinada ao tema “Comércio Local – Enquadramento Actual e Perspectivas Futuras”, realizada no passado dia 19 de Março em Fornos de Algodres, ter correspondido na íntegra às expectativas de todos os presentes. Esta constatação tem por base o facto de, para além da discussão dos principais problemas que afectam o comércio local, ter sido possível elencar uma série de propostas que poderão no futuro melhorar a qualidade de vida de toda a população do nosso concelho. Tais propostas serão colocadas ao dispor não só da sociedade fornense, bem como de todo o distrito brevemente.


2 – O Secretariado da JS de Fornos de Algodres, regista com agrado o facto de outras estruturas partidárias iniciarem os seus comunicados, com e citamos “A secção da JS do nosso concelho…”, dizendo que fica bem, o reconhecimento de que é a JS de Fornos de Algodres que efectivamente marca a agenda política no nosso concelho, procurando as melhores soluções para a sua população. É óbvio que tal facto, gera incómodo e permite ao mesmo tempo à estrutura da JSD de Fornos de Algodres dar conta da sua existência, criticando toda e qualquer actividade por nós produzida, sem conseguir no entanto sair da letargia ideológica que tem relativamente ao presente e futuro do concelho.

De modo a clarificar todos os fornenses relativamente a esta matéria, anotamos os seguintes factos:

- Actividades da JS de Fornos de Algodres: Organização do outrora esquecido Torneio Inter-Freguesias; lançamento da Campanha à sociedade fornense de comparticipação das vacinas Prevenar ou Synflorix para todas as crianças do concelho de idade inferior a 2 anos de idade; introdução do debate a nível da autarquia relativamente à criação do Conselho Municipal da Juventude; organização da Conferência subordinada ao tema “Contracepção e Planeamento Familiar”; lançamento da campanha jovem solidário; organização da Conferência “Comércio Local – Enquadramento Actual e Perspectivas Futuras”,

TUDO INICIATIVAS E PROPOSTAS DE ÂMBITO LOCAL E QUE VÃO DE ENCONTRO ÀS REAIS NECESSIDADES E PREOCUPAÇÕES DA NOSSA POPULAÇÃO.

- Actividade da JSD: Elaborar comunicados a criticar a JS.

Perante a constatação da sua conhecida incapacidade para dar resposta aos problemas dos fornenses, eis que a JSD de Fornos de Algodres parte para o insulto, utilizando adjectivos como lunáticos para caracterizar o PS Nacional e Local. Seria certamente surpreendente a utilização de vocabulário de tão baixo nível, não fosse esta a Juventude que suporta um líder, como o Dr. Pedro Passos Coelho, que se refere à governação do nosso país em termos absolutamente inenarráveis como, e citamos “ir ao pote”, em http://www.torresconvida.com/artigos/detalhe/14.

No entanto à boa maneira do PSD local, o insulto torna-se insuficiente e num acto de completa falta de autocrítica e de puro cinismo político conseguem perguntar à JS de Fornos de Algodres se não conseguimos fazer melhor? A resposta do nosso secretariado é simples.

Obviamente que temos a esperança de fazer cada vez melhor. Porque fazer melhor, implica ter algo previamente feito e resulta da procura contínua das melhores soluções para os problemas dos fornenses. Teríamos certamente todo o gosto em fazer exactamente a mesma pergunta à JSD fornense, no entanto, tal não faria sentido, afinal quem nada faz, nada tem de criticável e desconhece por completo o significado da palavra melhoria!


3 – O Secretariado da Juventude Socialista de Fornos de Algodres considera que ficaria bem à JSD de Fornos de Algodres um pedido de desculpas à nossa estrutura uma vez que, mente de forma clara no seu comunicado quando afirma “A conferência está a ser publicitada por um cartaz que indica a presença do Secretário de Estado (?!) da JS”. À data do comunicado da JSD, 19 de Março de 2011, não havia nenhum cartaz publicitado pela JS de Fornos de Algodres com essa referência. Se estivermos errados desafiamos a JSD de Fornos de Algodres a provar a bem da verdade (o termo que tanto gostam de usar) a existência do mesmo nos nossos meios de comunicação oficial, ou seja, http://www.facebook.com/jsfornos ou em www.jsfornos.blogspot.com a 19 de Março de 2011. O erro existiu e foi corrigido no espaço temporal de uma hora, tendo a JS de Fornos de Algodres justificado o erro e pedido formalmente desculpas na sua página oficial do facebook.

Seria certamente fácil para a nossa estrutura utilizar um gralha também existente no blogue do PSD, em http://sempreporfornos.blogspot.com/2010/12/jsd-de-fornos-de-algodres-elegeu.html, para criticar o conteúdo do comentário existente, quando o mesmo equipara a JSD a uma empresa! Tal resulta obviamente de um lapso de escrita por parte do autor, que não é do nosso ponto de vista politicamente criticável, porque quem está de boa fé neste meio, sabe o que é um erro premeditado e um erro involuntário como é o caso.

Serve apenas este exemplo para elucidar os fornenses relativamente à diferença de atitude com que as duas estruturas encaram a política.


4 – O secretariado da JS de Fornos de Algodres já deu conta publicamente da sua posição relativamente às posições do governo, bem como ao que os sucessivos governos socialistas têm feito pelo nosso concelho, no blogue www.jsfornos.blogspot.com.

A JS de Fornos de Algodres continuará o seu projecto independentemente das tentativas de boicote de que possamos ser alvo, porque a procura de respostas às necessidades dos fornenses, sempre com o objectivo de unir as suas gentes para que juntas melhorem as suas vidas é uma causa tão nobre que nada nos demoverá de o alcançar.


Terminamos com uma citação de Maria Montessori,

“A primeira coisa que um ser humano deveria aprender é a diferença entre o bem e o mal, e jamais confundir o primeiro com a inércia e passividade”


Fornos de Algodres, 22 de Março de 2011

O Secretariado da JS de Fornos de Algodres

quarta-feira, 16 de março de 2011

Conferência "Comércio Local -Enquadramento Actual e Perspectivas Futuras" !


Participa! Fornos de Algodres precisa de todos e só debatendo temas como este será possível construirmos um concelho melhor.

Esta é uma conferência aberta à sociedade permitindo deste modo identificar problemas, oportunidades, e acima de tudo encontrar algumas soluções de futuro para o nosso concelho.

Vejam a animação produzida pela Juventude Socialista de Fornos de Algodres relacionada com esta temática, sendo possível identificar alguns dos temas que estarão certamente em debate,

Sábado às 21 no Restaurante Quinta das Courelas!

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Juntos Construiremos um Futuro Melhor!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Carta Aberta ao Presidente da Comissão Política Distrital da JSD Guarda!

Federação Distrital da Juventude Socialista Guarda


Carta aberta ao Presidente da

Comissão Política Distrital da JSD Guarda


Guarda, 7 de março de 2011


39 dias. Estamos a apenas 39 dias de vermos ser aplicada uma das medidas mais injustas para uma população historicamente ostracizada. A introdução de portagens nas SCUT’s A23, A24 e A 25 constitui um retrocesso enorme na coesão territorial que, muito provavelmente, acabará com a réstia de esperança que os territórios do interior ainda vão mantendo acesa.


Por se tratar de uma medida tão gravosa e consequente, muito mais importante do que tentarmos perceber qual o partido mais responsável por ela, urge tomarmos uma atitude de proatividade que possa, em tempo útil, revogar o que está previsto.


Desde junho último que a Juventude Socialista do distrito da Guarda declarou publicamente a sua posição, de forma coerente, em relação à questão: não está em causa o apoio que esta estrutura dá ao Governo de José Sócrates e ao PS, mas, neste aspeto em particular, está do lado da contestação, por achar que é deste lado que reside a razão. Deste essa altura, a Federação da JS Guarda e as várias concelhias têm-se desdobrado em moções, pedidos de audição, apresentações em Conselho Nacional, manifestos, contactos com outras Federações da JS e até protestos de rua (como o do anterior sábado, na Guarda). Estarmos ligados ao partido do Executivo não nos impede de criticar uma decisão que não nos parece correta.


Quanto à Juventude Social Democrata (JSD), a juventude partidária ligada ao partido exigiu a universalização de pagamento de portagens, por via de uma série de afirmações algo contraditórias, não clarificou ainda a sua verdadeira posição. Repare-se:

. Em dezembro de 2010, em entrevista ao jornal Nova Guarda, o líder distrital da JSD afirmou: “Não é com estradas que se resolvem os problemas do Interior”.

. Em Conselho Nacional, em fevereiro, fizeram aprovar uma moção “contra a introdução de portagens nas SCUT”;

. No entanto, na mesma moção é salvaguardada a defesa do princípio do “utilizador-pagador”;

. Ainda na mesma moção, pode ler-se depois, que as SCUT’s do interior “não devem ser taxadas da mesma forma” (o que pressupõe a aceitação de alguma forma de pagamento, tal como está previsto);


Tendo em conta a urgência da situação, consideramos ser importante uma clarificação.


Deste modo, a JS Guarda solicita à JSD do nosso distrito que esclareça os nossos concidadãos: se é a favor desta medida, tal como o PSD (como reiterou ontem o dirigente social-democrata Marco António Costa), ou se é contra, tal como a JS. Caso seja a favor que o assuma; caso seja contra que se junte à nossa luta, tal como nós temos feito, quer seja por via intra-partidária, quer seja na rua.

Só se os dois principais partidos forem persuadidos de que a medida é errónea é que ela poderá ser revogada (e faltam apenas 39 dias, recorde-se).


Acreditamos que há mais jovens que se preocupam com o futuro do nosso distrito. É preciso que se passe à acção, o mais rapidamente possível…


Os melhores cumprimentos,

A Federação Distrital da JS da Guarda

quinta-feira, 3 de março de 2011

Comunicado - Assembleia Municipal de 25 Fevereiro 2011

A Juventude Socialista de Fornos de Algodres congratula-se com a tomada de posição da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de 25 de Fevereiro de 2011, relativamente aos seguintes pontos:

1 - Moção apresentada pelo PSD contras as portagens na A25.

2 - Criação de uma Comissão de Acompanhamento da Comissão de Toponímia apresentada pelo CDS-PP.

Relativamente ao primeiro ponto o voto contra justifica-se pelos seguintes motivos:

1.1) Querer branquear TODA A RESPONSABILIDADE POLÍTICA DO PSD em relação a este tema é pura demagogia.

Onde estava o PSD de Fornos de Algodres quando a 22 de Junho, Miguel Relvas clarificou a posição dos sociais-democratas sobre dois assuntos: as portagens nas SCUT e os ‘chips' das matrículas. Sobre o primeiro tópico, o PSD argumenta que "ou pagam todos ou não paga ninguém". Sobre o mesmo assunto, e numa resposta a Rui Rio, que falou em "revolta no Norte", o secretário-geral do PSD reforçou que "não há portagens regionais" e que "os custos devem ser suportados pelos utilizadores e não pelos contribuintes". in http://economico.sapo.pt/noticias/psd-chumba-chips-e-quer-portagens-em-todas-as-scut_92671.html

Onde estava o PSD de Fornos de Algodres quando Rui Rio proferiu as seguintes declarações:


Onde estava o PSD de Fornos de Algodres quando Pedro Passos Coelho prestou as seguintes afirmações a 30 de Junho de 2010.

Citamos:
"é preciso saber quanto custa a discriminação positiva e em que é que se traduz, se for numa isenção não nos parece que isso faça sentido" podem ouvir em http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?did=110401.

A nossa posição relativamente a este tema é clara e inequívoca, somos contra o pagamento de portagens na A23, A24 e A25. Esta posição resulta da importância com que SEMPRE olhámos para as vias rodoviárias, como factor de desenvolvimento dos concelhos do interior, assim os mesmos, o saibam capitalizar!

1.2 - Apresentar uma Moção contra as portagens na A25 e introduzir temas como aumento da despesa primária (despesa efectiva do Estado cai 3,6 % nos primeiros dois meses de 2011, in http://economia.publico.pt/Noticia/despesa-do-estado-caiu-36-por-cento-nos-dois-primeiros-meses-do-ano_1482836), aumento do preço dos medicamentos (redução dos preços em Abril de 2011 e que só não será maior porque o Presidente da República vetou a prescrição por Denominação Comum Internacional, DCI), aumentos na saúde (despesa do SNS desceu 6,6 % em Janeiro de 2011, in http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=11469), retira o protagonismo que esta luta merece.


Relativamente ao segundo ponto (Criação de uma Comissão de Acompanhamento da Comissão de Toponímia) o voto contra justifica-se porque:

2.1 -Se de facto a Comissão não está a fazer o seu trabalho devidamente, os responsáveis devem ser chamados à responsabilidade por quem de direito. Não vemos necessidade na criação de uma comissão de acompanhamento da comissão para resolver o problema, deixando apenas uma pergunta:

Se a comissão de acompanhamento da comissão de toponímia por qualquer motivo não exercer devidamente a missão a que se destina, criamos no concelho uma... Comissão de Acompanhamento da Comissão que Acompanha a Comissão de Toponímia? A ninguém parecerá razoável!

Cumprimentos,

O Secretariado da Concelhia da Juventude Socialista de Fornos de Algodres

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

JS Distrital reunida em Fornos de Algodres!


A JS de Fornos de Algodres congratula-se com o facto de ter acolhido no dia 12 de Fevereiro de 2011, pela primeira vez, uma reunião das recém-formadas onze secções da Federação Distrital da JS Guarda.

Na reunião foi reiterada a posição de oposição que os jovens socialistas têm em relação à introdução de portagens nas SCUT do interior e aprovado um documento (ver SCUT´s do Interior: as razões para continuarem a sê-lo) onde se apresentam algumas razões objectivas para que essa medida seja revogada. O referido texto será apresentado em Comissão Nacional da JS, no próximo dia 19 de Fevereiro, onde a Federação da Guarda irá requerer o apoio da estrutura nacional para esta causa (de acordo com a Moção aprovada em Congresso Nacional acerca da revitalização do interior).

A Federação Distrital pondera ainda pedir uma audição e entregar o texto aos diferentes grupos parlamentares da Assembleia da República de forma a que a questão volte a ser discutida e reavaliada.

No final foi ainda apresentado o projecto Interiormente, uma plataforma de reflexão de âmbito nacional sobre o futuro dos territórios do interior de Portugal, que a JS conta colocar em prática já esta Primavera.

SCUT´s do Interior: as razões para continuarem a sê-lo

Pacientemente, o Interior do país esperou durante mais de vinte anos que os primeiros quilómetros de auto-estradas viessem tirar as suas populações do ancestral isolamento em que se encontravam. A sua construção (A23, A24 e A25) foi recebida com a euforia de quem passa a ver um sinal de esperança no futuro. O serviço público que passaram a prestar trouxe uma melhoria de qualidade de vida incomensurável para as populações que delas se servem.

Há pouco tempo, alguns portugueses (entre os quais Rui Rio) insurgiram-se pelo facto de estas não serem pagas pelos seus utilizadores, tal como em outras zonas do país. Errado. Estas estradas são pagas por todos os portugueses, tal como os metros do Porto e Lisboa (que também não utilizamos), as grandes pontes sobre o Tejo ou os aeroportos (a centenas de quilómetros destas regiões), os hospitais centrais (para os quais temos de nos deslocar forçosamente, atravessando pelo menos dois distritos!) e outros investimentos que foram sempre feitos nas zonas mais próximas do mar.

Reconhecemos que o tempo é de uma crise ferocíssima, que exige de todos os portugueses sofrimento, arte e engenho. Estamos cientes do trabalho exigente e corajoso que o nosso Executivo tem levado a cabo para evitar uma ruptura nacional e afirmamo-nos disponíveis para estar ao seu lado neste esforço sem precedentes. Ademais, compreendemos muitas das medidas que também afectam as nossas terras e concordamos com elas, apesar de polémicas.
Um bom exemplo é a remodelação do parque escolar, que retira as crianças de escolas isoladas e sem condições para Centros Escolares de ponta, que nos enchem de orgulho, para além de pouparem recursos do país. As aldeias reclamam, mas as crianças ganham.
Compreendemos ainda a interrupção temporária (00h – 8h) da actividade de alguns SAP, cuja média de atendimento nocturno é inferior a um(1) utente e cuja distância-tempo a um hospital como o da Guarda ou de Seia não é superior a 15/20m. O atendimento ambulatório que passa a estar activo nessas horas tem capacidade para prestar serviços de saúde equivalentes aos de muitos centros de saúde (muitas vezes meras paragens de onde se passavam guias de marcha para a Guarda). Ficamos com igual saúde por menos despesa, para além de ficarmos com uma melhor organização dos recursos humanos (médicos) que tanto escasseiam na região.

Contudo, a JS Guarda não pode ficar indiferente à questão da introdução de portagens nas SCUT e, por essa razão, resolvemos apresentar este documento, com o intuito de melhor esclarecer sobre os efeitos perniciosos dessa medida. As SCUT no interior não são uma medida de discriminação positiva, mas somente prática de uma justiça territorial para um território com um modelo de mobilidade diferente.

Apresentamos, em seguida, algumas razões, muito objectivas, para que as SCUT continuem a ser pagas como um serviço público de especificidade regional:

1- A construção destas auto-estradas implicou o desaparecimento das estradas alternativas.

Tanto o traçado da A24 como a A25 faziam parte dos projectos do IP3 e IP5. Assim, na construção destas vias foram aproveitadas essas antigas estradas estruturadoras da coesão nacional que, consequentemente, desapareceram. Com a introdução de portagens sobrarão as nacionais de montanha, o que deixará a região numa posição de isolamento similar à que existia nos anos 80, antes da construção dos Itinerários Principais.

2- Geografia montanhosa.

Parte do distrito de Aveiro assim como os distritos de Viseu, Vila Real, Guarda e Castelo Branco são regiões montanhosas em que as estradas nacionais, irremediavelmente sinuosas, não permitem uma velocidade comparável às estradas do litoral, sendo ainda propícias à formação de geadas e obstrução por nevões e que apresentavam, antes das SCUT, taxas de sinistralidade rodoviária elevadíssimas. Assim, o tempo médio de diferença entre uma viagem por auto-estrada ou por estrada nacional é incomparável com a diferença observada em outras zonas do país. Imagine-se subir para a Guarda pela antiga estrada do vale do Mondego, chegar de Viseu a Aveiro por S. Pedro do Sul ou, pior ainda, ir de Lamego a Vila Real ou Chaves subindo e descendo todos os socalcos do Douro.

3- Dispersão populacional

A distribuição populacional do Interior é diferente da do Litoral. Por exemplo: Bragança, Guarda e Castelo Branco, três capitais de distritos que se sucedem distam 184km e 100km (respectivamente) umas das outras. Castelo Branco está a 90km de Portalegre. Viseu dista 110km de Vila Real. Pelo contrário, no litoral as distâncias entre as capitais de distrito são muito mais curtas: Viana do Castelo – Braga (62km); Braga- Porto (54km); Porto – Aveiro (78km); Aveiro- Coimbra (60km); Coimbra- Leiria (74km). Acresce ainda que no Interior os serviços estão igualmente dispersos, tendo as populações o imperativo de se deslocar frequentemente se deles quiserem usufruir (como têm direito).

4- Falta de transporte alternativo.

De Braga a Lisboa existe, durante todo o dia, uma enorme oferta de transportes ferroviários. Entre comboios regionais (quase de hora a hora), Inter-Cidades e Alfas Pendulares, os habitantes destas regiões podem deslocar-se por via de um serviço público em alternativa às auto-estradas (consultem-se os horários da CP). Pelo contrário, entre Bragança e a Guarda não há ligação ferroviária, assim como entre as cidades de Viseu e Guarda (a linha da Beira Alta não tem ligação a Viseu), Viseu e Vila Real e Viseu e Aveiro. Da Guarda para Castelo Branco, passando pela Covilhã (cidade vizinha) o caminho-de-ferro é obsoleto e a frequência dos comboios é ridícula. Quem mora nestes distritos sabe - não sobra outra alternativa ao transporte individual, já de si penalizador devido à alta dos combustíveis.

5- Impossibilidade de fixação.

Como é sabido, e infelizmente, estes distritos já apresentam sinais de desertificação, envelhecimento da população e debilidade dos seus tecidos económico e social. Trata-se de um dos problemas cujas repercussões se farão sentir a vários níveis e em todo o território nacional. Com as auto-estradas foi possível a fixação de alguns casais jovens em cidades ou vilas de menor dimensão visto que a deslocação bi-diária para o trabalho (numa capital de distrito) passou a ser comportável. Com a introdução de portagens, a um enorme número destes casais não restará outra alternativa para além do abandono do território.

6- Abandono do desígnio do turismo.

Uma das (poucas) fontes de riqueza desta região tem sido o turismo, com especial relevância para a Serra da Estrela. Com a introdução de portagens, a qualquer pessoa da capital poderá ficar mais barato tomar um voo low cost para um destino de montanha europeu do que pagar combustível mais portagens até à Serra da Estrela.

7- Isolamento face a Espanha.

Grande parte do turismo e do movimento comercial de cidades como a Guarda e a Covilhã deve-se ao fluxo de espanhóis da região de Salamanca que já tem nos seus hábitos vir e comprar nesta zona do nosso país. Tendo em conta que as auto-estradas de Castilla y Léon que fazem a ligação a Portugal não são portajadas, a consequência é que o périplo desses clientes espanhóis passe a terminar na fronteira de Vilar Formoso.

8- Velocidade permitida – 100km

Dada a sinuosidade do terreno, uma grande extensão de troços das auto-estradas A24 e A25 (Guarda – Fornos de Algodres, Viseu-Lamego- Vila Real, ou grande parte do trajecto Viseu – Aveiro) permite apenas uma velocidade máxima de 100km/h, que se reduz para menos em dias de condições meteorológicas adversas, aqui frequentes. Sendo que essa é a velocidade permitida em muitos dos IP’s do país, parece-nos inconcebível que, nesses troços, possa ser cobrada uma portagem, tal como nas estradas em que se circula sempre a 120km/h.

9- Juventude desligada

Como é sabido, todos os anos milhares de jovens do interior têm que se deslocar para as maiores e mais prestigiadas universidades públicas que se encontram no litoral do país. No entanto, muitos deles, ao fim-de-semana, deslocam-se às suas terras (residências) de origem para estarem com os seus familiares e amigos. Durante esse período frequentam os cafés, bares, restaurantes, supermercados, impulsionando assim de forma significativa o comércio local de vários concelhos do interior do país.

Com a introdução das portagens nas SCUT´s, a maior parte dos estudantes não vai poder se deslocar-se ao interior com tanta frequência, devido ao custo das deslocações, insustentável economicamente para um estudante deslocado. Uma das alternativas podia ser os transportes públicos, mas como é do conhecimento de todos existem muito poucos neste e para este território. Assim, esta medida levará a perdas irreparáveis para as economias locais, ficando ainda os jovens cada vem mais afastados das suas terras ancestrais e do saudável contacto com as suas famílias.


10- Produtos mais caros para população com baixo poder de compra.
Um enorme rol de produtos, provenientes dos portos marítimos, dos aeroportos ou das grandes empresas de transformação de matérias primas (pois tudo isto se situa no litoral) chega diariamente ao interior por via rodoviária. Com a introdução de portagens tememos que o custo acrescido dessas deslocações se reflicta no preço ao consumidor final. Acresce o facto de o consumidor médio desta região (cujo PIB é bem inferior à média nacional) apresentar já um poder de compra reduzido, facto que se veria agravado com a subida do preço de produtos essenciais, que incontornavelmente tem de adquirir.


Tendo em conta estas razões, a JS do distrito da Guarda opõe-se à introdução de portagens nas vias A23, A24 e A25, uma vez que não se trata de uma medida de justiça para com todos os portugueses, mas antes uma medida que discrimina uma população já secularmente discriminada e (até agora) pacientemente silenciosa.

Reiteramos a confiança e o apoio que damos a este Executivo corajoso e que guia Portugal numa situação incomparável na História recente. Repudiamos todos os que, com estas lutas, escondem a baixa intenção de derrubar um Governo democraticamente eleito para quatro anos e de instalar uma crise política nociva para todos. Mas fazemos nossas as palavras do Padre António Vieira, rosto maior da cultura portuguesa, e que, numa situação bem mais grave para Portugal que a de hoje, ousou chamar à razão quem dela se desviara dizendo:
«Não hei-de pedir pedindo, senão protestando e argumentando; pois esta é a licença e liberdade que tem quem não pede favor, senão justiça.»

Neste ponto específico, estaremos ao lado da contestação. Estaremos ao lado da razão. Custe o que custar.

A JS de Fornos de Algodres revê-se por completo neste documento, assinalando o seu total empenho na defesa do Interior e das suas gentes. Lançamos um repto a todos, para que comentem este documento na zona dedicada aos comentários, porque do debate vive a democracia e só o confronto de ideias torna possível o encontrar das melhores soluções para a nossa população.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais - Manuel Alegre, obviamente!



Dia vinte e três de Janeiro é importante VOTAR!

Votar significa exercer um direito que muito custou a conquistar e que todos os portugueses têm o dever de respeitar. O direito ao voto é o expoente máximo da igualdade. Este é o dia em que todas as cruzes são iguais independentemente de quem as desenha, em que o valor de cada papel é igual independentemente de quem o entrega e o recebe, em que a voz do povo é ouvida, resultando daí o futuro do nosso País!

Nestas eleições o nosso voto será em Manuel Alegre!

Votar em Manuel Alegre representa votar num HOMEM que faz da coerência, da liberdade, da fraternidade a imagem de marca do seu trajecto político.

Portugal precisa de um Presidente próximo do povo, que sinta verdadeiramente as suas emoções e tenha uma voz SEMPRE FORTE E PRESENTE quanto às suas ambições e reivindicações.

Portugal precisa de um Presidente que promova o Portugal de Camões, o Portugal de Vasco da Gama e tantos outros, que colocaram para a eternidade o nome deste pequeno grande país na História Mundial.

Portugal precisa de um Presidente com capacidade para unir o povo, para que consigamos ultrapassar todos os desafios que nos são colocados diariamente, neste que é um dos mais importantes momentos da história mundial! Este é o momento de ter como Presidente da República, um homem com capacidade de renovar e realçar o espírito da alma lusitana e não alguém que fez do silêncio a imagem de marca do seu mandato, embora agora todos percebamos porquê!

Portugal precisa de um Presidente que defenda o Estado Social no momento em que a Direita tem um projecto ultra-liberal para o país. Perante a ideia da privatização do Serviço Nacional de Saúde, privatização da Educação e permissão dos despedimentos por razão legalmente atendível (ou seja, por muito que o tentem negar, sem justa causa) e todos os retrocessos que isso representa do ponto de vista evolutivo para a sociedade portuguesa, Portugal precisa de um Presidente que diga claramente e sem reservas NÃO!!!!

Portugal precisa de um Presidente que conheça o povo português, que seja uma referência nas sociedades académicas mundiais, em suma, uma inspiração para todos os portugueses.

O maior símbolo de Portugal é Camões, um Poeta, sendo este o momento de termos na Presidência da República um homem personifica como poucos esse símbolo da história portuguesa!

Ao contrário de alguns que dizem que este não é o momento para fazer aventuras, terminamos com este pensamento:

Se Vasco da Gama não se tivesse aventurado não teríamos descoberto a Índia e o Mundo!

Portugal precisa de se aventurar com um Presidente que sempre defendeu os seus ideais e Portugal acima de qualquer interesse partidário e não de um presidente cuja única aventura que proporcionou aos portugueses durante 5 anos, foi a de tentarem adivinhar o sentido dos seus silêncios e o pensamento que o mesmo poderia ter em relação ao presente e futuro do País.

Portugal precisa de Manuel Alegre como Presidente da República, é esta a nossa convicção.

O nosso sentido de voto no dia 23 de Janeiro só pode ser um,

Manuel Alegre,

Obviamente!

O Secretariado da Juventude Socialista de Fornos de Algodres

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Balanço de 2010 - É melhor acender umas velas, do que amaldiçoar a escuridão!

Caros camaradas,
é chegada a hora de fazer o balanço do ano de 2010.

As primeiras palavras desta estrutura são de gratidão e reconhecimento para com todos os homens e mulheres que defenderam ao longo da história, os valores e ideais que norteiam o Partido Socialista por terras de Fornos de Algodres. Temos a noção de que a vossa luta foi e é difícil, desigual, por vezes angustiante, mas não tenhais a menor dúvida, que essa é a nossa maior inspiração para conseguirmos atingir um desígnio que nos é comum,

DESENVOLVIMENTO DE FORNOS DE ALGODRES E A RECONQUISTA DO BOM NOME DO NOSSO CONCELHO.

De Junho a Dezembro de 2010 apresentamos como marcas da nossa acção:

DESPORTO/CULTURA
• Festa da Juventude Socialista no Café “Conselheiro Bar”, de modo a assinalar o nosso início de actividade.

• Festa da Juventude Socialista no Café “O Pinóia” em Figueiró da Granja.

• Organização do Torneio Taça do Concelho em parceria com a equipa “Os Pelezinhos” de Figueiró da Granja, equipa detentora da responsabilidade de organizar o torneio.

• Elaboração do novo logótipo da Juventude Socialista de Fornos de Algodres.

APOIO SOCIAL
• A totalidade dos lucros do Torneio Taça do Concelho foi convertida em vales de comparticipação das vacinas Prevenar e Synflorix para todas as crianças de idade inferior a 2 anos à data de 31 de Julho de 2010.

• Lançamento em associação com a Federação Distrital da Guarda da JS da Campanha “JOVEM SOLIDÁRIO” (recolha de roupas, brinquedos, livros, etc, para entregar a uma instituição local que distribuirá o material recolhido às crianças mais necessitadas do concelho) em época natalícia.

ACÇÃO POLÍTICA
• Crescimento exponencial do número de militantes da estrutura (de 7 militantes inscritos na JS antes de Junho de 2010, passámos a um número superior a 100 militantes)

• Exposição da verdade das contas do município, nomeadamente a triste realidade de ser o município mais endividado per capita do país, à data do último ANUÁRIO FINANCEIRO DOS MUNICÍPIOS PORTUGUESES 2008.

• Reivindicação da iluminação na rua principal da Vila de Fornos de Algodres, no período das 17h30m às 18h, uma vez que a falta da mesma colocou em risco a segurança dos munícipes durante uma semana.

• Apresentação na Assembleia Municipal (15 de Dezembro de 2010) de um projecto para a criação do Conselho Consultivo da Juventude em Fornos de Algodres.
• Realização do acto eleitoral referente à eleições dos órgãos dirigentes da Concelhia da Juventude Socialista de Fornos de Algodres.

• Organização de uma Conferência na área da Saúde – “Planeamento Familiar e Contracepção – Prevenção de Problemas Sociais”.

É com orgulho que recordamos estes seis meses e com garra e determinação que olhamos para o futuro. Desde cedo nos colocaram problemas ao desenvolvimento da nossa actividade, porque para alguns os interesses partidários estiveram, estão e estarão à frente dos interesses dos munícipes. Mas a verdade é que a transparência, a autenticidade e a convicção de todos os jovens que fazem parte da Juventude Socialista de Fornos de Algodres tornou possível seguir o rumo previamente definido.

Citando Friedrich Nietzsche
“Tudo o que não nos destrói, fortalece-nos”.

Desejamos a todos os fornenses um excelente ano de 2011, na certeza de que a Juventude Socialista continuará a acender algumas velas em prol do desenvolvimento do nosso concelho e na defesa de melhores condições de vida para as gentes de Fornos de Algodres!

Secretariado Concelhio da Juventude Socialista de Fornos de Algodres

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